
Pó, muito pó, foi a imagem de marca do Super Bock Super Rock deste ano. Ainda apenas tinha chegado ao estacionamento na noite de sábado, no meu primeiro contacto com o festival, e já estava coberto de pó.
Tinha previsto chegar ao recinto a tempo de ver os Hot Chip, mas à boa maneira portuguesa consegui apenas ouvir o último par de músicas enquanto percorria o longo, escuro e sinuoso caminho entre o parque de estacionamento e uma das entradas do festival. Diz quem viu que não perdi muito, pelo que prefiro ficar na dúvida sobre se teriam ou não razão. Sendo assim cheguei a tempo de dar uma volta de reconhecimento antes de avançar para o concerto dos Vampire Weekend, banda nova-iorquina que deu um concerto bastante competente, com excelente receptividade por parte do público, onde desfilaram a sua agradável pop psicadélica com bastantes influências afro.
Mais umas voltas pelo recinto, um salto à tenda electrónica para ver o início da prestação de Ricardo Villalobos e de volta ao palco principal para ver aquele que para mim foi o melhor concerto naquele palco nos meus dois dias de festival: Leftfield. O concerto tinha duração prevista de uma hora, segundo o programa oficial do festival, mas acabou por durar quase o dobro. Apesar de um início algo titubeante, talvez reflexo dos 8 anos que estiveram parados, a banda de Sheffield foi ganhando confiança e acabou por arrebatar todo o público presente, num concerto em que começaram no dub e acabaram no trance psicadélico, fazendo uma verdadeira viagem por duas décadas de música electrónica britânica.
A noite acabou na tenda electrónica, como não podia deixar de ser para ver o final do DJ set do chileno Ricardo Villlolobos, acompanhado pelo germânico Zip, um dos mentores da label Perlon. Villalobos é um nome desde sempre associado ao auge que o techno minimal viveu na segunda metade da década passada, pelo que o facto de saber que, mais recentemente, tem andado a ‘pisar’ outros terrenos nos seus DJ sets, suscitava-me alguma curiosidade. O que ouvi foi set cheio de groove à base de sonoridades marcadamente house, com muitas influências de minimal, muitas das vezes com loops repetidos até à exaustão ao ponto de se tornarem hipnóticos, e onde não faltaram clássicos como “French Kiss” de Lil Louis com a acapella The Realm de C’hantal a ser o momento alto do set e a levar a tenda ao rubro levantando um densíssima nuvem de pó dentro da imensa nuvem de pó de festival.
Tinha previsto chegar ao recinto a tempo de ver os Hot Chip, mas à boa maneira portuguesa consegui apenas ouvir o último par de músicas enquanto percorria o longo, escuro e sinuoso caminho entre o parque de estacionamento e uma das entradas do festival. Diz quem viu que não perdi muito, pelo que prefiro ficar na dúvida sobre se teriam ou não razão. Sendo assim cheguei a tempo de dar uma volta de reconhecimento antes de avançar para o concerto dos Vampire Weekend, banda nova-iorquina que deu um concerto bastante competente, com excelente receptividade por parte do público, onde desfilaram a sua agradável pop psicadélica com bastantes influências afro.
Mais umas voltas pelo recinto, um salto à tenda electrónica para ver o início da prestação de Ricardo Villalobos e de volta ao palco principal para ver aquele que para mim foi o melhor concerto naquele palco nos meus dois dias de festival: Leftfield. O concerto tinha duração prevista de uma hora, segundo o programa oficial do festival, mas acabou por durar quase o dobro. Apesar de um início algo titubeante, talvez reflexo dos 8 anos que estiveram parados, a banda de Sheffield foi ganhando confiança e acabou por arrebatar todo o público presente, num concerto em que começaram no dub e acabaram no trance psicadélico, fazendo uma verdadeira viagem por duas décadas de música electrónica britânica.
A noite acabou na tenda electrónica, como não podia deixar de ser para ver o final do DJ set do chileno Ricardo Villlolobos, acompanhado pelo germânico Zip, um dos mentores da label Perlon. Villalobos é um nome desde sempre associado ao auge que o techno minimal viveu na segunda metade da década passada, pelo que o facto de saber que, mais recentemente, tem andado a ‘pisar’ outros terrenos nos seus DJ sets, suscitava-me alguma curiosidade. O que ouvi foi set cheio de groove à base de sonoridades marcadamente house, com muitas influências de minimal, muitas das vezes com loops repetidos até à exaustão ao ponto de se tornarem hipnóticos, e onde não faltaram clássicos como “French Kiss” de Lil Louis com a acapella The Realm de C’hantal a ser o momento alto do set e a levar a tenda ao rubro levantando um densíssima nuvem de pó dentro da imensa nuvem de pó de festival.
Acho que quem te disse que não perdeste muito com os Hot Chip, estava a ser simpático e não queria que ficasses com pena. Porque foi excelente, amazing, supercalifragilisimexpiralidouses. Dá uma voltinha lá no nosso estaminé e vais ver.
ResponderEliminarHaverá outras oportunidades. Deixa estar...
Acredito que sim, por alguma razão era um dos concertos a que fazia questão de assistir. Mas, por certo, terei mais oportunidades. ;)
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