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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Netlabel do Mês: Enough Records - J. Pitkaenen "You Need To Listen"

Mais um videoclip, feitos para o tema "You Need To Listen", do produtor finlandês de dark ambient J. Pitkaenen, que em 2004, editou na EnoughRecords o EP "Conv".


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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Netlabel do Mês: Enough Records - Daenjellson "Walk Your Soft Skin On The Edges"


Daenjellson é um músico belga que gosta de viajar e cujas viagens influenciam as suas canções ao nível da escrita e da composição. Em 2006 editou digitalmente via iTunes o seu álbum de estreia "Jésus Loves", dois anos depois editou de forma livre e gratuita através da Enough Records o EP "Walk Your Soft Skin On The Edges" contendo cinco dos temas que compunham o referido álbum.

Um disco em registo indiepoptronica, em que os instrumentos acústicos predominam claramente sobre alguns pormenores electrónicos, ainda que estes beneficiem claramente a música de Daenjellson, cujos temas reflectem as experiências e vivências das viagens que o músico fez pelos territórios do hemisférios sul, nomeadamente pela América Latina e Austrália.

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domingo, 22 de fevereiro de 2009

[Netlabel do Mês] Enough Records: Aquarelle "Era Uma Vez Uma Cortina"


Mais um disco sacado do fundo do baú da Enough Records. É a sua edição nº41, já conta com 5 anos: o álbum "Era Uma Vez Uma Cortina" do projecto português Aquarelle. Disco único deste projecto da responsabilidade de Lúis Couto, artista multimédia, mais conhecido na área da música através do seu outro projecto "The Joy of Nature". Um conjunto de sete temas num registo post-rock ambiental que servem da banda sonora aos sete episódios de um conto escrito pelo próprio Luís Couto, com ilustrações de Susana Mota - que podem descarregar aqui - acrescidos de um tema bónus nesta edição da Enough.

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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Netlabel do Mês: Enough Records - Shotmix#05 [It's (Not) Enough]


Edição nº5 do Shotmix. Num mês em que a netlabel Enough Records está em destaque aqui no BrainDance, esta mix é uma viagem de 45 minutos por sonoridades IDM e glitch retiradas de diversas edições do catálogo da Enough Records. Ou usando as palavras do filipe Cruz, mentor da Enough, na entrevista que me conCedeu aqui há dias: estamos nos domínios da "IDM fofinha".

Tracklist:

01.Malt Tabulated Sounds "Chill"
02.Acreil "Device"
03.Meso "Ualter"
04.Phundamental "The Hardly Boys"
05.Makunouchi Bento "Sub Sol"
06.Quobe "Kqaer"
07.Acreil "TDA1022"
08.Ikimashoo Aoi "Everything We Could Hear"
09.Xhale "Film People"
10.Jukka Pekka Flander "110305"
11.Khonnor "Blindness Bats"
12.Phundamental "Pino"
13.CKZ "Mirror Holds"

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

[Netlabel do Mês] Enough Records: Frame "Sons do Lago"


Das conversas que fui mantendo com o ps para me fazer uma visita guiada pelo catálogo da Enough Records e assim me ajudar na estreia desta iniciativa de ir pondo em destaque ao longo de um mês as actividades, a filosofia e o catálogo de uma netlabel, a sugestão que aqui trago foi a última que me deixou com um comrntário do género: "ah e fala sobre Frame, o gajo é bom e ninguém fala dele".

Lá fui eu descarregar o álbum "Sons do Lago", uma das primeiras edições da Enough - a décima primeira, não posso precisar o ano que terá sido disponibilizada no catálogo da netlabel - mas no site do projecto aparece o ano de 2001. É o quarto de 15 discos que este projecto nascido em Oliveira de Azeméis em 1994 pelas mãos de Miguel Ribeiro.

Miguel é um dos pioneiros da música electrónica em Portugal, tendo estado presente em eventos como as primeiras rave-party's feitas em Portugal - Castelo de Sta Maria da Feira, Convento de S. Francisco em Coimbra e Tecnolândia na Fábrica Triunfo em Coimbra. Desde sempre mais virado para as sonoridades chill-out, Frame tem tocado recentemente em eventos relacionados com a cena trance em festivais como o Utopia (2006), Sinergia (2007) e Boom Festival (2008).

Bom chill out... made in Portugal. É 'sacar', ouvir e falar do gajo porque ele é mesmo bom.

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

[Netlabel do Mês] Enough Records: Agenda: This Is Industrial [PT]


Aí está o cartaz definitivo do vento de lançamento da compilação "This Is Industrial [PT]", disponibilizada em formato livre e gratuito no final de 2008 pela Enough Records e que agora vai conhecer uma edição limitada a 500 exemplares em formato CD com o selo da Thisco.

O evento vai decorrer no próximo dia 28 de Fevereiro, sábado, na Antiga Central Eleéctrica do Freixo, em Campanhã, a entrada será de 5€ oude 8€ para quem quiser ficar com o digipack da edição.
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[Netlabel do Mês] Enough Records: Entrevista com Filipe Cruz


Filipe Cruz ou ps é um dos fundadores e o mentor da Enough Records, a netlabel que está em destaque por aqui este mês. É também um activista militante da demoscene e da cultura livre, promotor de eventos, produtor de música electrónica e ainda engenheiro informático de formação e programador de profissão. Acedeu a responder a algumas perguntas que, por certo, darão um outro enquadramento da forma como as netlabels surgiram e se foram impondo, de como funcionam e de qual a filosofia que lhes está inerente.

BrainDance: Tu és um dos ‘veteranos’ do netaudio nacional e portanto vou-me aproveitar desse facto para tentar ter uma percepção mais ou menos cronológica da origem deste “movimento”. Segundo rezam as crónicas tudo começou na demoscene, verdade? O que é a demoscene?

ps: Viva João. A demoscene é uma cultura underground de arte digital. Nasceu da vontade de expressão artística e social dos grupos que pirateavam videojogos durante o seu rapido crescimento no final dos anos 80 e inicio dos anos 90. A cultura reestruturou-se num formato mais legal que consiste maioritariamente em produzir animações audiovisuais que executam em tempo real (framerate 30fps) num dado computador com determinadas capacidades gráficas. o objectivo é tentar fazer algo que demonstre as capacidades da máquina e a habilidade de quem programa as ditas demos. Estas chamadas demos são desenvolvidas sem fins lucrativos e distribuídas gratuitamente na net.

Deixo uns links para quem quiser saber mais sobre a demoscene e a sua ligação à distribuição gratuita de audiovisuais.
http://en.wikipedia.org/wiki/Demoscene
http://en.wikipedia.org/wiki/Tracker

BD: Como é que da demoscene se passou para as netlabels?

ps: A demoscene é tipicamente constituída por grupos de amigos. Alguns destes grupos focavam-se mais na produção musical, designando-se na demoscene como music groups, e utilizavam formatos de composição musical abertos (ver música tracker), a distribuição dos temas soltos era feita por BBSs, colecções de vários temas chamavam-se de musicdisks e normalmente tinham um interface gráfico próprio. Ainda se fazem algumas de vez em quando hoje em dia.

Nos finais dos anos noventa havia bastantes destes grupos de música a começar a distribuir as suas edições também em mp3, algures durante esta transição alguém começou a utilizar o termo netlabel, não faço a mínima ideia quem terá sido nem tenho grande curiosidade em saber. Suponho que o genérico termo "online music release group" já tinha demasiada conotação com os grupos de pirataria musical, um certo distanciamento para separar as águas também é importante.

ps - From My Own Little Corner [enrmp001]



BD: Apesar de as netlabels começarem, cada vez mais, a ter projecção e audiências e demoscene ainda existe e continua com a ser algo com uma aura underground apesar de, se não estou em erro, ser um verdadeira incubadora de génios informáticos que mais cedo ou mais tarde acabam nas grandes empresas de software, não é assim?

ps: Sim, a maior parte do pessoal de todo na demoscene trabalha para empresas de videojogos como programador, grafista ou compositor de bandas sonoras. Mas continua a ser uma cultura com pouca atenção mediática. Uns anos atrás era uma boa incubadora de talento porque não havia universidades especializadas em artes digitais, então quem era realmente muito interessado nestas coisas inevitavelmente dava de caras com a demoscene e tinha de lidar com os seus deuses. Hoje em dia já entramos numa comercialização do talento de criação digital portanto as universidades tratam de mostrar aos putos como se mete um cubo em opengl a rodar ou a usar o flash para fazer websites ou cursos de produção musical, a malta nova faz o trabalho de casa em casa e não chega a dar de caras com a demoscene. Tornou-se um bocado um sistema de palas nos olhos a preparar para o mercado de trabalho mas enfim, ao menos há mais gente a ser formada nestas lides com o apoio devido.

BD: Como funciona hoje em dia a demoscene e quais as grandes diferenças em
relação há 10 anos atrás?

ps: A média de idades costumava ser mais nova, de resto mudou a tecnologia bastante mas o interesse continua a gerar eventos regulares com competições. Talvez seja mais complicado chegar-se ao topo. Costumava ser que a demoscene andava à frente da industria de videojogos em termos de qualidade de gráficos a puxar pela capacidade da máquina, mas hoje em dia a industria de videojogos cresceu exponencialmente e equipas de 20 ou 30 pessoas num escritório das 9 às 18 não dão muita hipótese a 3 putos com uns fins de semana livres. Mesmo assim ainda se vão fazendo umas coisas interessantes.
http://pouet.net/sceneorg.php

BD: Em Portugal onde e como se pode ter contacto com a demoscene?

ps: Temos um blog sobre as actividades que vão acontecendo, não são muitas mas dá para matar a fome e estar dentro dos acontecimentos: http://scenept.blogspot.com

BD: Mudando de assunto: quando e como nasce a Enough Records?

ps: Acho que, oficialmente, foi em finais de 2001. Mas para dizer a verdade não tenho a certeza, não anotava as datas das coisas nessa altura. Íamos fazendo as coisas e prontos. A editora em si foi lançada por 3 pessoas, eu de Gaia, o Fred aqui de Coimbra e o harv3st de Lisboa. Originalmente era somente um projecto de webradio pirata para fazermos umas sessões de streaming de coisas que andávamos a ouvir privadamente. Não havia redes sociais nessa altura portanto havia muito mais interesse em partilhar o que íamos descobrindo musicalmente, as listas comercialóides´´ da mtv e da radio não chegavam minimamente, era sempre a mesma coisa, vira o disco e toca o mesmo, Queríamos descobrir coisas novas e pessoal que também produzia musica. Tivemos uns bons meses a puxar pela radio, com artistas convidados e programas regulares, streaming 24h por dia, vários relays. Isto em 2000 e 2001, antes de haver ligação cabo para toda a gente. Hoje em dia qualquer puto monta uma radio online em 2 dias. ‘Anyway’, começamos a publicar edições para o pessoal ouvir offline, quando finalmente nos demos conta do peso que a brincadeira estava a ter na carteira decidimos matar a coisa e lançar uma compilação de encerramento. A radio morreu, a editora que surgiu dela ficou. Ainda tínhamos umas ideias de editar fisicamente mas depois apercebemo-nos que era aturar muita burocracia para perder dinheiro garantidamente. O resto do pessoal fundador foi-se desligando, eu fui ficando e mantendo a netlabel.

BD: Qual o manifesto 'ideológico' que presidiu à criação da Enough? Mantém-se actual?

ps: Partilhar com o mundo gratuitamente os sons que a gente goste de vir a conhecer, desde que quem os fez concorde em nos deixar distribuir livremente. Ao mesmo tempo aproveitar para conhecer pessoal fixe metido na musica. Sim, acho que não mudou.

ps - Everything Is Useless Without You [enrmp029]



BD: Ao longo destes anos a Enough manteve sempre uma actividade editorial mais ou menos constante. Qual o processo que utilizas para seleccionar o que vais editando? Há limitação estílistica? Há preferência de géneros musicais?

ps: Ouço as demos que me vão enviando quando tenho tempo. Se gosto bastante edito, se não gosto digo porquê, e nessa altura ou o artista melhora a coisa até eu passar a gostar ou então temos pena.

Portanto não temos um género ou orientação estilística ‘per se’, ao contrário de muitas editoras de renome que acham isso imperativo para atrair clientes nicho, na enough simplesmente quero dar a conhecer aquilo que eu acho valer a pena ouvir várias vezes.

Tenho gostos bastante 'bipolares': portanto tanto encontram dark ambient tenebroso como idm fofinho, como noise extremo ou indie pop de domingo à tarde. Maioritariamente coisas electrónicas, mas não foi por imposição minha, simplesmente recebo poucas demos de projectos de bandas de sala de ensaio, devem gostar de ser pouco ouvidos por mim e pelo público que segue a Enough… não sei, nem perco muito sono a pensar nisso, promovo quem quer ser promovido, quem não quer: boa sorte para o projecto.

BD: Além de activista da demoscene e de mentor da Enough Records és também produtor, editando sob o peseudónimo de ps. Porquê ps? E já agora define o ps enquanto músico e produtor.

ps: ps é simplesmente a minha alcunha online, é um nome abstracto para representar o Filipe Cruz, interessado em várias coisas, maioria delas relacionadas com arte digital ou inteligência artificial. Enquanto músico e produtor tento transpor as emoções que vou encontrando o mais exacto possível ao que me vai na alma e na cabeça, para mim a produção musical é um processo catártico, serve para libertar ou celebrar certas coisas, não costuma ser nada pré-planeado ou especifico, gosto de improvisar e quando encontro algo que funciona e seja minimamente interessante procura capturar correctamente para poder ouvir novamente depois sobre outra perspectiva. tento mantê-lo puramente um hobby exploratório.

BD: Além da Enough Records quais as tuas netlabels favoritas? Nacionais e Internacionais e porquê?

ps: Nacionais só conheço bem as mais antigas, gosto especialmente da MiMi por não ter medo de noise e drone, sou bastante dessa onda. A Test Tube também faz um bom trabalho de gerência e imagem, e a Merzbau pelo seu espírito indie rock que falta bastante na cena internacional. Quanto a internacionais activas tenho devoção pela Entity (electronica experimental não pretenciosa) e pela Conv (ambientais e field recordings) desde há muito tempo, a Darkwinter também é muito boa para quem gosta de drone e dark ambient, a 8bitpeoples para overdose de chiptunes e 8bit, e mais recentemente andei a descobrir a Zymogen rogando-lhes muitas pragas pela enorme qualidade das suas edições. Paixões antigas nutro ainda pela mono211 e pela falecida Milk - quem não conhece decididamente que descubra o catálogo.

ps vs sektor304 - ps vs sektor304 [enrmp154]



BD: Atendendo à tua condição de veterano do netaudio como analisas o facto de a Thinner (tida para muitos como o exemplo da netlabel de sucesso, tendo em conta a sua longevidade e reconhecimento) ter passado a vender as suas edições e, simultaneamente, ter acabado com a sublabel Autoplate?

ps: Acho muito fraco da parte deles. De certa maneira até é um insulto aos artistas que com eles colaboraram no passado e aos ouvintes que tão fielmente os referenciavam, mas sinceramente não me surpreende muito. já conhecia o senhor que gere a Thinner desde o tempo em que lhes oferecia slots regulares na enough radio e já nessa altura demonstrava ter demasiado interesse egocêntrico e capitalista considerando a posição que tinha.

BD: Algumas das futuras edições pagas da Thinner incluem nomes que desde sempre estiveram ligados As netlabels como os Motionfield ou GastonArévalo. Achas que aquilo que o Sebastian Redenz (responsável pela Thinner) designa de ‘netlabel total’ é o futuro do netaudio ou a negação do conceito de netlabel? Porquê?

ps: Para mim é a negação. o conceito netlabel para mim passa por subverter a industria musical não ser subvertido por ela. o importante é fazer a musica nova chegar aos ouvintes, não tentar rentabilizar esse processo. a própria tentativa de rentabilização já corrompe o processo de selecção. para mim uma netlabel não aponta ser famosa, aponta distribuir boa música. o reconhecimento tem de ser algo resultante do trabalho efectuado a longo termo e não uma meta visada em cada edição planeada.

BD: Para acabar: fora do netaudio, dás atenção ao que vai sendo editado no
circuito comercial? Se sim diz-nos o que costumas ouvir.

ps: Algumas coisas, recomendações daqui e dali, mas não sei se a maioria delas poderá ser considerado comercial. costumam ser de editoras que visam distribuir musica diferente, não pop ou comercial. Tenho bastantes CD’s da Kranky e da Type por exemplo. Tenho também o catálogo quase completo da Miasmah e da Thisco (mas os donos destas duas são meus amigos, suponho que não conta tanto), não tenho mais CD´s da Antzen/Hands ou da 12k por exemplo porque são caros demais senão tinha e ouvia muito mais certamente, o que conheço deles tem boa qualidade. Tenho algumas coisas da Planet Mu, e bastantes coisas da Warp antiga (antes de virarem ‘comercialóides’, portanto acho que também nao conta muito :D)

Suponho que não ligo muito ao circuito verdadeiramente comercial, mas vou apanhando umas recomendações de vez em quando para cuscar e se for mesmo bom acabo por encomendar quando apanho uma loja online em saldos, mas a maior parte das novidades que ouço costuma soar baço e a mais do mesmo apesar de bem produzido, o que para mim é completamente desinteressante.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

[Netlabel do Mês] Enough Records: Jenifer Ávila "Demo #1"


Quando se fala de netlabels pela primeira vez a alguém e se tenta explicar o conceito de música livre e gratuita inerente à actividade destas editoras há dois preconceitos comuns: o primeiro é o de pensar que se é de borla é porque não tem qualidade para ser cotado, porque vivemos numa sociedade em que tudo tem de ter um preço; o segundo é de que a música das netlabels é, na sua maioria, electrónica, experimental e estranha. A verdade é que nenhum deles tem razão de ser: primeiro porque as netlabels são apenas mais um reflexo da democraticidade que a internet e as novas tecnologias proporcionaram aos artistas, em geral, e aos músicos em particular, permitindo-lhes divulgar o seu trabalho sem terem de usar qualquer tipo de espartilho e sem fazerem cedências, transformando mesmo muita gente, que de outra forma passaria a vida a ouvir música, em músicos, compositores e produtores com públicos e audiências próprias; segundo porque cada vez há mais netlabels a editar cada vez mais géneros: do post rock ao reggae, passando pelo folk ou pela música étnica e mesmo pela electrónica mais convencional (house, techno, lounge).

No extenso catálogo da Enough Records apesar que se centra na IDM, post rock, industrial, noise, glitch, drones e dark ambient, podemos encontrar outro género de sonoridades que reflectem bem a diversidade e qualidade de oferta cada vez mais presentes no mundo do netaudio. É o caso desta edição da dupla espanhola Jenifer Ávila formada por M na voz e FM na guitarra, violino, acordeão e pandeireta, e em cuja edição de estreia intitulada "Demo #1" com data já deste ano de 2009. podemos encontrar 9 belíssimos temas num registo indiepoptronica cheios de tímidos raios de sol e de brisas suaves como que chamando pelos pássaros do sul que hão-de anunciar a primavera.

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

[Netlabel do Mês] Enough Records: Edição #200 - kdes vs ps "Live Helsinki 27 oct 2008"


A minha escolha da Enough Records para primeira netlabel em destaque nesta rubrica "Netlabel do Mês" foi originada por dois factores: a conversa que mantive com o seu mentor Filipe Cruz no caminho de ida e volta para e de Torres Novas, para a sessão Beats Play Free do passado dia 31 de Janeiro, no Trampolim, mas também o facto de ser a mais antiga das netlabels portuguesas com uma actividade sempre contínua.

Fruto do esforço e dedicação do Filipe à causa do netaudio e à sua Enough Records, a netlabel atingiu esta semana o bonito número de 200 edições, sem contar com as compilações. Para comemorar o feito a Enough Records editou um bootleg de uma jam session entre ps (Filipe Cruz) e o sérvio kdes que vagueiam pelo experimental, hardcore e ambient e que teve lugar no passado 28 de Outubro de 2008, na Galeria de Arte Nosfe, no centro de Helsínquia, na Finlândia.

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

[Netlabel do Mês] Enough Records: V/A "This Is Industrial [PT]"


"This Is Industrial [PT]", nasce de uma iniciativa da comunidade e associação IndustrialPT Association e é a mais recente colectânea do catálogo da Enough Records, netlabel em destaque durante o mês de Fevereiro aqui no blog. Um conjunto de 14 temas de outros tantos projectos: Z.O.T.E., ps vs Sektor 304, Waste Disposal Machine, Control Alt Deus, aktiv[E|H]ate, 1N.C1.D3.N7, Sci-Fi Industries, Kronos, Violet And The Mutants, Mikroben Krieg, Structura, Stuka, DSM666, U.M.M. e Oocito II. - que dão uma ideia geral do que meelhor se vai fazendo ao nível da música industrial e seus derivados EBM, noise, dark electro e power noise no nosso país. Esta edição será, nas próximas semanas, objecto de uma edição especial em CD limitada a 500 exemplares com o selo da Thisco.

No âmbito desta iniciativa terá ainda lugar uma festa oficial de lançamento da colectânea, terá ainda lugar uma Festa de Lançamento com data marcada para 28 de Fevereiro, na antiga Central eléctrica do Freixo, no Porto de cujo programa farão parte concertos de Sektor 304, Aktivehate, U.M.M., Waste Disposal Machine e Sci-Fi Industries e ainda after party com 2 pistas: Club Underworld e Synergy Rock'n'Roll.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

[Netlabel do Mês] Enough Records: Nhoin "Rite Of Passage"

Continuarei durante este mês a dar destaque à netlabel nacional Enough Records. Hoje seleccionei um vídeo da edição com a referência [enrmp156] de Nhoin - um dos vários pseudónimos do músico e produtor alenntejano Edgar Matos, que é simultaneamente o mentor da netlabel Phonotactics. O tema escolhido é o que dá título ao EP "Rite Of Passage", um registo de electrónica experimental bem denso e obscuro.



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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Netlabel do Mês: Enough Records


Ultimamente tenho dado menos atenção ao fenómeno do netaudio e das netlabels, o que, de certa forma, posso justificar com a colaboração que dou na plataforma nacional de promoção da música livre e gratuita - Beats Play Free, e de toda uma série de iniciativas que estão a ser preparadas no âmbito dessa plataforma.

Ontem a caminho de mais uma sessão do Beats Play Free, no Trampolim em Torres Novas, tive o prazer de ter a companhia do Filipe Cruz, fundador e mentor da netlabel Enough Records, a decana das netlabels nacionais e uma das mais antiga, regulares e ecléticas à escala global. Conversámos sobre vários aspectos relacionados com o netaudio e com o BPF e hoje, no seguimento dessa conversa surgiu-me esta ideia de mensalmente ir destacando por aqui algumas das minhas netlabels favoritas.

A escolha da Enough está explicada, resta dizer que ao abrigo deste novo espaço surgirão destaques a edições, entrevistas, projectos,etc.

Fundada em 2001, no âmbito da demoscene, a Enough tem como móbil o combate à indústria musical instalada e às formulas pop inúmeras vezes repetidas, fornecendo aos músicos formas alternativas de divulgação da sua música e da sua mensagem. Focada essencialmente em géneros como a IDM, postrock, industrial, noise, glitch, drones e dark ambient, a Enough Records está aberta a muitos outros géneros, desde que soem bem e que mexam com o ouvinte. A Enough Records não pretende ser uma netlabel apenas associada à música experimental, mas antes um veículo de promoção para artistas de todo o mundo, algo que faz e forma livre e gratuita porqeu pode e acredita que os ouvintes encontrarão formas alternativas de suportar os músicos que edita.
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domingo, 5 de outubro de 2008

Beats Play Free - 18 de Outubro | Beja


O Beats Play Free continua a estender os seus tentáculos. Depois de Coimbra, Lisboa, Porto, Elvas e Torres Novas, chega a vez de Beja receber as propostas do mundo da música livre e gratuita. Será no próximo dia 18, no Karas Bar, e fará parte integrante do programa do Festival Animatu, dedicado à animação digital. O responsável pela selecção musical será ps, o mentor de Enough Records, em formato DJ Set.

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terça-feira, 23 de setembro de 2008

BrainDance Exclusive - #14 by ps [080922]


Episódio #14 do BrainDance Exclusive, que continua na senda do netaudio. Desta feita o meu convidado é o ps (nome artístico do engenheiro informático Filipe Cruz) que, a partir de Vila Nova de Gaia, não só dinamiza, e bem, a mais antiga netlabel nacional - Enough Records, como é ainda um activíssimo membro da demoscene - comunidade underground que se dedica à produção de audio-visuais e que foi a génese do netaudio e das netlabels; é produtor musical num registo predominantemente experimental e dark ambient; e é organizador eventos. Sobrando-lhe ainda tempo para responder a solicitações como a que lhe fiz para gravar este podcast.

Globalmente centra a sua actividade na insurreição audio-visual através de projectos abstractos e experimentais por contra-ponto à cultura pop que, cada vez mais, formata e limita as mais diversas formas de arte.

O set que aqui apresenta nesta edição #14, é feito a partir do extensíssimo e heterogéneo catálogo da sua Enough Records, com uma selecção de 10 temas na área da electrónica experimental mais relaxada, percorrendo caminhos que vão desde a idm ao trance ambiental, passando por alguns mais "grey" ambient e glitch, em 55 minutos muito bem passados.

Tracklist:

1.Jari Pitkänen – lumien
2.Amitron_7 – Junkshop Toast Racks
3.CKZ – Mellow Scabies
4.meso – Salas
5.Aquarelle – episódio 2
6.Takomo – Mobula
7.BTB – Trnsmtcn
8.He-Lux – Essentials
9.Frame – Ethereal
10.C4 – m2

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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

He-Lux - Native


"Native", segundo trabalho do produtor alemão He-Lux, após a estreia na Kreislauf com "Elastic EP", conquistou-me pela capa, o que não admira, já que o músico é também designer gráfico além de video-jockey. E esta é uma daquelas prendas em que o conteúdo está à altura do embrulho. Quatro temas soberbos, quase sempre num registo trance ambiental: atmosféricos, relaxantes, aqui e ali fazendo lembrar os Orbital ou os Future Sound of London, sem deixar de soar actual.

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sábado, 7 de junho de 2008

V/A - Falésia 2


Voltando ao netaudio e às netlabels nacionais, referÊncia hoje para a compilação "Falésia 2", lançada pela decana das netlabels nacionais a Enough Records. Uma compilação de temas na área do dark ambient e suas ramificações onde pontificam projectos como: Aires Ferreira, Ambience, Avoidant, Boiar, Bosque, Cancro, EYE8SOCCER, Hyaena Reich, Katabatic, Minson, Most People Have Been Trained To Be Bored, Necrostilet, Profan, ps, Terra Oca, Thermidor, VortexSoundTech, Wolfskin ou Z.O.T.E..

A apresentação oficial desta colectânea vai decorrer no próximo sábado, dia 14 a partir das 23h, na Fábrica de Som, no Porto, com live acts de Hyaena Reich, Vysehrad, ps vs Sparagmos e Eye8soccer.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

V/A - Enough Dubs


Hoje um post 2 em 1, ou seja, num só post junto dois assuntos que me são especialmente gratos: o netaudio, ao qual tenho vindo a dedicar mais tempo e espaço e o dubstep uma das correntes musicais em crescendo de produção e criatividade e que faz as delícias dos meus ouvidos.

"Enough Dubs" é uma das mais recentes edições da netlabel nacional Enough Records. Uma compilação de dubstep que junta sete temas de produtores com proveniências tão diferentes como o Canadá, a Finlândia, a Alemanha ou a Polónia. E ao que parece este é apenas o primeiro volume...





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Enough Records

domingo, 28 de outubro de 2007

Violet and the Mutants - Violet EP


Violet and the Mutants é mais um prometedor projecto no âmbito do netaudio nacional, mais concretamente na área da música electrónica industrial, que acabou de lançar o seu EP de estreia "Violet EP" pela netlabel, também nacional, Enough Records.

O mentor Violet and the Mutants é Daniel Carvalho - um dos sócios da Fábrica do Som e dos Fast Forward Studios, no Porto. No seu currículo conta com alguns trabalhos como produtor e técnico de som para algumas bandas de metal e também algum envolvimento no movimento trance.

"Violet EP" é constituído por 3 faixas: "Violet", "Hard Lullaby" e "Cum in My Face" que deixam óptimas pistas para o futuro.

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